• Expointer chega à 40ª edição atraindo público do campo e da cidade


    Quem visita a 40ª edição da Expointer, realizada do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, não imagina que a feira começou pequena.

    A primeira edição ocorreu em fevereiro de 1901 no espaço onde hoje está localizado Parque Farroupilha, em Porto Alegre. Foram apresentados bovinos, equinos, suínos, produtos agrícolas e industriais, além de artesanato. Cerca de 67 mil pessoas visitaram a feira naquele ano.

    Foi só na década de 1970 que a Expointer ganhou endereço fixo em Esteio. Em 1972, recebeu a participação de outros 13 países, virando um evento internacional e se consolidando como uma das maiores mostras agropecuárias da América Latina.

    Na edição do ano passado, de acordo com a organização do evento, os negócios efetuados durante a Expointer gerou um lucro R$ 1,92 bilhão e 355 mil pessoas visitaram a mostra. A expectativa para este ano é que o volume de negócios seja pelo menos igual ao de 2016.

    O público, tanto do campo quanto da cidade, é atraído pelas novidades tecnológicas, pelos produtos agrícolas e industriais e pelo artesanato vendido nos pavilhões. Mas as estrelas da Expointer são os animais.

    Ao todo, são mais de 4,6 mil animais de 80 raças diferentes expostos. Aves e pássaros não participam desta edição por risco de gripe aviária. Mesmo assim, os visitantes podem entram em contato com bovinos, cavalos e ovinos ao longo da feira, que vai até o dia 3 de setembro.

    Para melhorar a ambientação, muitos animais chegaram até cinco dias antes do evento começar. O criador de ovinos Cleber Martins conta que trouxe o rebanho de Uruguaiana, viajando cerca de 650 km. "Desde carregar eles, acomodar eles até a cama, tem que ser bem fofa, porque esse trecho longe às vezes machuca o anirmal. A gente tenta deixar o mais confortável", explica.

    Antes de entrar na feira, todos os animais passaram por exames de veterinários e técnicos sanitários. O veterinário Cláudio Branco explica o procedimento.

    Depois de conferir a documentação, fazemos uma análise nos animais para buscar algumas lesões, se tem lesões infecciosas ou parasitárias, para evitar a entrada desses animais no parque. Assim, consequentemente, evitar a disseminação e o contágio dessas doenças nos outros animais", afirma Branco.

    Além dos animais, a feira aposta no setor de máquinas agrícolas. "Estamos muito otimistas. Fizemos um bom primeiro semestre. O agronegócio é um dos segmentos que ainda está tendo um resultado favorável. Mas sempre buscando bons resultados, e a Expointer representa muito para nós todos os anos", explica o representante comercial Rogério Donadel. (G1)
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