• Número de produtores de leite cai 22,6% desde 2015

    Foto: SNA

    O Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul foi divulgado, no Espaço da Emater, conveniada da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), durante a 40ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Os dados divulgados foram coletados de 1º a 30 de junho deste ano em todos os 497 municípios do estado. 

    O zootecnista e assistente técnico da Emater Jaime Ries apresentou o cenário atual da cadeia, que tem mais de 65 mil produtores que vendem para a indústria, cooperativas ou queijarias. O rebanho estadual conta com 1 milhão de vacas, uma média de 16,4 por produtor, que produzem 4,1 bilhões de litros de leite por ano, em uma produtividade do rebanho de 3,8 mil litros de leite por vaca/ano e 12,6 litros por vaca/dia. Já a produtividade por propriedade foi de 63 mil litros por ano; 5,25 litros por mês e 172,9 litros por dia. 

    Chamou a atenção a queda no número de produtores (-22,6%), do rebanho (-9,5%) e da produção (-2%), em relação a 2015. "Com a crise, muitos produtores desistiram da atividade. Seja por encontrarem outros negócios mais rentáveis, por não terem mais mão de obra disponível ou, principalmente, por estarem idosos e com falta de descendentes que deem continuidade à produção leiteira familiar", explicou Ries. 

    "Mas os que continuaram, deram conta de garantir o aumento da produtividade das vacas (7,58%) e das propriedades (24,91%)". Ries acrescentou ainda que a produção atual de 11,3 milhões de litros de leite por dia representam 60,4% da capacidade instalada de industrialização no estado, que ultrapassa 18,7 milhões. 
    Como o setor leiteiro foi atingido diretamente pela crise, o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Alexandre Guerra, afirmou que é necessário união do setor para buscar uma solução. "Em uma economia globalizada, precisamos de um produto diferenciado que atenda as exigências internacionais", disse. 

    O representante da Assembleia Legislativa, deputado Edson Brum, afirmou que esses dados seriam ainda piores se não fosse o trabalho da Emater. "Sem o trabalho social de excelência que a Emater realiza, haveria mais pobreza no campo. Precisamos de uma política de Estado, não de governo, para discutir a sucessão familiar que garanta a atividade leiteira na propriedade rural", alertou. 

    O presidente da Emater, Clair Thomé Kuhn, afirmou que o agricultor pode até ser proprietário de uma pequena área de terra, mas deve ser um grande produtor. "E para isso, é preciso tecnologia e assistência técnica. Mas o setor não tem de disputar o agricultor, ele não é de ninguém, apenas da sua família. E nós, como entidades que compõem a cadeia produtiva do leite, que pertencemos a eles (trabalhamos a serviço deles)", concluiu. 

    O pesquisador da Embrapa Gustavo Martins da Silva fez a apresentação do livro da Rede Leite. 

    Também participaram do evento, o secretário do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Tarcisio Minetto, e o secretário adjunto, Iberê Orsi; o secretário geral da Fetag, Pedrinho Signori; e o deputado federal Elvino Bohn Gass; entre outras autoridades. (Portal do Produtor) 
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