• Circuito Touro Angus Registrado recomeça com casa cheia

    A chuva não impediu que a primeira palestra do Circuito Touro Angus Registrado no roteiro de 2018 fosse bastante prestigiada. A cidade de Tapes (RS) recebeu a Associação Brasileira de Angus na manhã do sábado (21/4), no sindicato rural do município, para falar sobre produção de genética animal rentável e de qualidade. O médico veterinário Mateus Pivato, gerente de Fomento da Angus, palestrou para cerca de 60 pessoas, que acompanharam o evento que abordou a importância de ter Touro Angus registrado nos rebanhos. Prestigiando o encontro, estiveram presentes o prefeito de Tapes, Silvio Rafaeli, e o presidente do sindicato rural, Genésio Moraes.
    Durante a palestra, Pivato apresentou pesquisa do Ministério da Agricultura (Mapa), que indica que a expectativa, até 2025, é que a produção de carne bovina no Brasil aumente 23,3%, o consumo, 17,8% e as exportações, 37,4%. Simultaneamente, a área de trigo, por exemplo, aumentará 26,7% até 2026/2027. Esse detalhe pode impactar na pecuária, afirma o gerente. “Por isso, temos de usar o máximo dos nossos recursos de forma sustentável, correta e equilibrada produzindo na vertical”, alertou.
    Investir em genética de qualidade é uma solução para este cenário, afirmou Pivato, que destacou o diferencial dos touros avaliados e marcados. “Quando a gente fala em pecuária de corte com genética de qualidade, lembramos da raça Angus”, pontuou, elencando os seis fatores que se destacam nos animais: fertilidade, precocidade, qualidade de carne, facilidade de parto, variabilidade genética e habilidade materna. O médico veterinário ainda lembrou que a chave para que as propriedades tenham sucesso é o equilíbrio. “Quem sabe melhor o que é isso numa propriedade do que o produtor?”, indagou.
    CARRAPATO NO VERÃO E NO INVERNO
    Após a palestra de Pivato, o consultor da Elanco Saúde Animal Ulisses Ribeiro abordou as melhores práticas de controle estratégico do carrapato, parasita que causa prejuízo de US$ 3,23 bilhões à pecuária nacional por ano. Ribeiro chamou atenção para o fato de que nos meses frios também há reprodução do parasita, contrariando o senso comum de que só há reprodução e casos no verão. “Carrapato não sabe olhar calendário. Não é porque estamos entrando nos meses frios que devemos achar que o carrapato não irá nos incomodar nos campos”, alertou. O caminho, segundo o consultor, é o uso de químicos com eficiência, preferencialmente na primeira geração dos parasitas. “Controle eficaz é não deixar carrapato se reproduzir”. Entre os compostos que podem ser usados, Ribeiro citou o Fluazuron, de ação sistêmica, que regula o crescimento dos ácaros.
    Após a palestra do especialista, o público aproveitou um almoço farto, com o comando da churrasqueira por Bruno Ávila, que assou entrecot Angus certificado para os convidados.
    LEILÃO COM PISTA LIMPA
    Na parte da tarde do sábado, quando a chuva deu uma trégua, a pista de remates do Sindicato Rural de Tapes aqueceu. Conduzido pela Santa Úrsula Remates, de Glorinha (RS), 27 lotes, entre terneiros, terneiras e novilhas foram vendidos, deixando a pista limpa. Foram 506 animais comercializados, somando R$ 357.780,00 de faturamento. A média para terneiros ficou em R$ 5,53 por kg, a de terneiras em R$ 5,14 por kg e a de novilhas, R$ 5,66 por kg. (ABA)
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