• CONEXÃO DELTA G TEM MAIS DE 400 MIL ANIMAIS AVALIADOS



    O presidente da Conexão Delta G, Eduardo Eichenberg, apresenta os projetos voltados ao melhoramento genético das raças Hereford e Braford para a Revista AG.

    Revista AG – Quando surgiu a Conexão Delta G, que princípios nortearam os trabalhos da entidade? 

    Eduardo Eichenberg – A Conexão Delta G é uma associação que reúne um seleto grupo de pecuaristas. Foi criada há mais de 30 anos e é focada no melhoramento genético de animais das raças Hereford e Braford. Tem como principal objetivo gerar e utilizar tecnologia de ponta para aumentar a rentabilidade da pecuária de corte. 

    AG – Quantas fazendas são parceiras da associação e qual a quantidade de animais avaliados pela Conexão Delta G? 
    EE – Atualmente, fazem parte da entidade 17 agroempresas, espalhadas pelos estados do RS, SP, MS e MG. São aproximadamente 12.000 vacas em produção e um banco de dados de mais de 400.000 animais avaliados, o que caracteriza a Conexão Delta G como um dos maiores programas de melhoramento genético do mundo. 
    AG – Recentemente, a associação e a Embrapa desenvolveram um projeto de seleção genômica da raça Hereford para identificar animais resistentes à Ceratoconjutivite Bovina Infecciosa (CBI). Quais seriam os primeiros passos desse projeto? 

    EE – O primeiro passo do projeto consistiu na coleta de fenótipos relacionados à CBI em touros e novilhas de sobreano da raça Hereford pertencentes a membros da Conexão Delta G, com o objetivo de estimar parâmetros à seleção genômica para resistência à doença. Com base nessas informações e, com base nas informações de DNA dos animais avaliados, foram identificados os marcadores moleculares. Em seguida, foram enviados à sede da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé/RS, animais de membros da Conexão, selecionados, com base nas informações coletadas, como resistentes e sensíveis à CBI, com o objetivo de, através de infecções experimentais com Moraxella bovis, validar os marcadores identificados e caracterizar as cepas de Moraxella bovis responsáveis pelos surtos de infecção. Futuramente, com base nessas informações, e com o aumento do banco de dados de fenótipos e genótipos da enfermidade (que irá ocorrer com a coleta de fenótipos sobre CBI ao longo dos próximos anos), esperamos poder realizar, com um satisfatório grau de acurácia, a seleção genômica para resistência à CBI em animais Hereford, da mesma forma que já podemos realizar, com bastante confiabilidade, a seleção genômica para resistência ao carrapato em animais Hereford e Braford.

    AG – Outra experiência genômica de destaque é com relação à seleção para resistência ao carrapato, sendo um grande inimigo da pecuária mundial. Nesse caso, já é possível determinar quantos bovinos Hereford e Braford foram genotipados e estão prontos para aumentar a produtividade das fazendas brasileiras?


    EE – Para realização do projeto já foram genotipados mais de 5.000 animais, entre machos e fêmeas. Hoje, é possível acessar essa tecnologia através da inseminação artificial, buscando touros de IA mais resistentes ao carrapato (de acordo com os dados do Sumário de Touros da Conexão Delta G, que é lançado todos os anos, ou com os dados do Sumário de Avaliação Genômica, lançado pela Embrapa), ou ainda por meio da aquisição de reprodutores resistentes nos leilões de membros da Conexão Delta G. (Revista AG)
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