• Programa Angus mira 1 milhão de abates em 2020

    Uma das iniciativas de articulação de cadeia mais bem-sucedidas do mercado, com crescimento anual superior a 20%, o Programa Carne Angus Certificada completa 15 anos de existência em 2018. E tem motivos para comemorar. De 2003 a 2017, ele certificou mais de 3 milhões de cabeças, que forneceram, até abril deste ano, 102.000 toneladas métricas de carne.
    O programa fechou 2017 com 500.000 animais certificados (41.660/mês), uma produção de 32.000 t em equivalente carcaça ou 27.000 t métricas; 15 empresas frigoríficas parceiras (40 plantas industriais), 50 técnicos e mais de 6.000 produtores cadastrados em 12 Estados brasileiros.
    São números impressionantes para um programa que começou em Porto Alegre, RS, em março de 2004, ofertando aos consumidores apenas 2.305 kg de carne certificada, por meio de uma parceria da Associação Brasileira de Angus (ABA) com a rede de supermercados Zaffari e o Frigorífico Mercosul, mais tarde vendido à Marfrig Foods.
    “Nós ensaiávamos algo assim desde 1988. Fizemos várias tentativas, mas enfrentamos a resistência dos frigoríficos, que não aceitavam a presença de técnicos da associação dentro de suas plantas para avaliar as carcaças. O Mercosul foi o primeiro a quebrar esse paradigma e o Zaffari o primeiro a comprar a ideia de vender carne com nosso selo”, relembra Reynaldo Titoff Salvador, diretor do Programa Carne Angus, hoje o maior da América Latina e segundo maior do mundo, perdendo apenas para o dos Estados Unidos, que já tem 40 anos de estrada.
    “Estamos recém debutando, mas criamos um modelo de articulação de cadeia completamente diferente, com foco em coomarketing, ou seja, atribuímos valor às marcas dos parceiros que vendem carne da raça. Construímos mercado junto com eles. Foi isso que nos fez crescer. Os norte-americanos já optaram por criar e promover uma marca comercial, a Certified Angus Beef”, explica o executivo.
    Metas futuras
    Segundo Salvador, a meta do Programa Carne Angus é chegar a 1 milhão de cabeças certificadas até 2020, marcar presença nos 15 principais Estados pecuários brasileiros, ampliar a participação do produto certificado pela ABA no mercado internacional e tornar seu selo mais conhecido no mercado interno.
    “Temos feito um trabalho mais intenso neste sentido, participando de eventos Brasil afora, como as churrascadas e festivais gastronômicos; realizando mais edições da Angus Beef Week (quando restaurantes ofertam apenas carne certificada); ampliando o número de estabelecimentos autorizados a incluir a marca Angus no cardápio; investindo no projeto Varejo 100% Angus (no Paraná, já são 20 açougues) e promovendo ações pela internet”, explica Salvador.

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