Plano Safra 2020/2021 entra em vigor hoje

1 de julho de 2020

O novo ano-safra começa a valer nesta quarta-feira (01). Os produtores já podem ter acesso aos R$ 236,3 bilhões disponibilizados para apoiar a produção agropecuária nacional, uma alta de 6,1% (mais R$ 13,5 bilhões) em relação à safra anterior.

Deste total R$ 179,38 bilhões estão destinados para custeio, comercialização e industrialização e R$ 56,92 bilhões para investimentos.

Para o seguro rural de 2021 o governo disponibilizou R$ 1,3 bilhão. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares. O orçamento para as lavouras de café conta com R$ 5,7 bilhões.

Os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização. Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização).

Nos financiamentos para grandes produtores, a taxa anual de juros será de 6% para custeio e de 7% para investimento.

Outro setor beneficiado será o da pesca comercial, que terá maior acesso ao crédito rural. Desta forma, a atividade poderá financiar a compra de equipamentos e infraestrutura para processamento, armazenamento e transporte de pescado.

O setor de bioinsumos também ganhou espaço no Plano Safra. É possível usar até 30% do financiamento para aquisição de insumos e biofábricas. Outra novidade é o Pronaf-Bio, voltado para apoiar as cadeias produtivas da bioeconomia, incentivando produção e uso de bioinsumos, com linha de crédito específica. Veja na reportagem em vídeo o que são os bioinsumos.

Os financiamentos da atual safra poderão ser contratados pelos agricultores de 1º de julho deste ano a 30 de junho de 2021.